
Entre os dias 28 e 30 de março, a aldeia Novo Dia, localizada na Terra Indígena (TI) Matintin, foi palco da Oficina de Elaboração do Plano de Gestão Territorial e Ambiental (PGTA) da TI Betânia e da TI Matintin. O evento marcou o início da segunda etapa do processo, focada no diagnóstico socioambiental e no mapeamento participativo das comunidades.
Durante a oficina, lideranças indígenas, parceiros institucionais e técnicos colaboraram na construção de mapas temáticos e na identificação dos recursos naturais presentes nos territórios e dos conhecimentos tradicionais associados. A próxima fase será o treinamento de pesquisadores indígenas locais para a realização de levantamentos socioeconômicos e ambientais em todas as comunidades das duas TIs. Essa etapa busca identificar a situação dos recursos naturais, ocupação e governança territorial para subsidiar o planejamento da gestão.

O PGTA é um instrumento fundamental para a promoção da autonomia indígena, fortalecimento da governança territorial, valorização cultural e desenvolvimento sustentável, contribuindo também para o diálogo com políticas públicas.
A construção dos PGTAs nas TIs da região do rio Içá é realizada pelo Instituto Ngutapa, em parceria com a WCS Brasil, com apoio financeiro da Fundação Gordon and Betty Moore e da Bezos Earth Fund. O objetivo é apoiar a implementação da PNGATI (Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas) e as iniciativas próprias dos povos indígenas na gestão de seus territórios, aliando conservação da biodiversidade, bem-estar e respeito aos direitos e conhecimentos tradicionais.

O encontro contou com a participação de importantes parceiros: Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), MiniLaboratório Nova Cartografia Social da Amazônia/UEA, WCS Colômbia, Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), Organização dos Professores Ticuna Bilíngues (OGPTB) e Rede de Jovens Comunicadores da TI Betânia.
