Tartarugas no Guaporé

Novembro de 2024 a Outubro de 2027

Os quelônios de água doce da região dos Andes, Amazônia e Orinoco enfrentam ameaças crescentes devido à caça para consumo local e urbano, à exploração para o comércio de animais de estimação — nacional e internacional — e à perda de habitat provocada pelo desmatamento e pela construção de barragens nos grandes rios amazônicos. 

É urgente ampliar as ações de conservação e fortalecer parcerias nos territórios onde a WCS atua no Brasil e na Bolívia, além de expandir essas iniciativas para a região do Orinoco, na Colômbia. 

Nosso objetivo é garantir a proteção de longo prazo para as populações prioritárias dessas espécies ameaçadas, por meio de estratégias participativas com povos indígenas e comunidades locais. Entre as próximas metas estão: 

 

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Infográfico Conservando Juntos 1 Infográfico Conservando Juntos 2 Infográfico Conservando Juntos 3 Infográfico Conservando Juntos 4

Para isso, atuamos nos seguintes objetivos e ações:

1 - Produção de dados e subsídios que irão apoiar a elaboração de planos de conservação. 

Realização de pesquisas de campo ao longo do rio Guaporé/Itenez, na fronteira Brasil-Bolívia, para estudar os padrões de movimentação da tartaruga-da-amazônia, identificando suas áreas de uso, rotas migratórias, praias de desova e tendências populacionais. Também serão monitoradas as temperaturas de incubação dos ovos em diferentes praias, para avaliar os efeitos da variação térmica e dos níveis dos rios na proporção de sexos e no sucesso das eclosões. 

Além disso, as atividades visam estimular o potencial de turismo de observação de tartarugas na região do rio Guaporé/Itenez, que abriga a maior e mais visível população da espécie, com capacitações para jovens conservacionistas, preparando a nova geração de especialistas em conservação de quelônios.

2 - Proteção efetiva de um número maior de tartarugas e de seus habitats prioritários

Fortalecimento do trabalho com comunidades locais na bacia do rio Guaporé/Itenez (Brasil-Bolívia), no rio Mamoré (Bolívia) e na região do Orinoco (Colômbia), abrangendo as três maiores populações conhecidas da tartaruga-da-amazônia — responsáveis por, aproximadamente, metade das fêmeas da espécie na natureza. 

As estratégias são construídas junto às comunidades e implementadas com sua participação, envolvendo a vigilância das praias de desova em parceria com autoridades, agentes ambientais e moradores; a formalização de acordos comunitários para evitar a extração de ovos e fêmeas nas áreas de desova; e melhoria de práticas pesqueiras, com definição de técnicas e equipamentos mais adequados e o manejo adequado de tartarugas capturadas acidentalmente.

 

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“Embora a tartaruga-da-amazônia seja protegida pelas leis de proteção à fauna, indivíduos desta espécie são amplamente traficados e consumidos ilegalmente, principalmente na Amazônia brasileira.”

– Camila Ferrara, coordenadora do Programa Conservação de Quelônios, na WCS Brasil

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