Reserva das Tartarugas da Amazônia

Outubro de 2025 a Setembro de 2028

O projeto tem como foco a criação de uma nova Unidade de Conservação Federal na região do rio Guaporé, em Rondônia. A iniciativa visa assegurar a conservação do mais importante sítio reprodutivo conhecido de Podocnemis expansa, a tartaruga-da-amazônia, considerada criticamente ameaçada pela IUCN. A espécie enfrenta forte pressão devido ao consumo de carne e ovos — sendo, depois dos peixes, o segundo grupo mais consumido na região amazônica.

As praias arenosas do rio Guaporé representam a maior área de nidificação (postura de ovos) conhecida da espécie no mundo, abrigando a maior população registrada. O rio Guaporé-Iténez compõe parte da fronteira entre Brasil e Bolívia, e as tartarugas utilizam bancos de areia em ambos os países para reprodução.

Enquanto o lado boliviano já conta com área protegida — cuja implementação teve apoio da WCS Bolívia —, a área localizada em território brasileiro ainda não possui proteção legal formal, apesar de esforços históricos de organizações locais e órgãos ambientais.

A criação da nova Unidade de Conservação é estratégica para garantir a sobrevivência não apenas desta espécie e de outras espécies endêmicas associadas ao ecossistema, como o pica-pau-anão-ferrugíneo, ariranhas, botos-cor-de-rosa etc.

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Área de Estudo: Alto Guaporé (RO)

A área total do estudo (marcada no mapa abaixo com linha vermelha) tem aproximadamente 77,5 mil hectares, na cabeceira do rio Guaporé, fronteira entre o Estado brasileiro de Rondônia e a Bolívia. O estudo irá propor o recorte mais adequado para proteção integral deste território.

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O projeto prevê a realização de estudos técnicos que subsidiem o processo de criação da Unidade de Conservação junto ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), incluindo consultas públicas e articulação com atores locais. Após sua criação, será elaborado o Plano de Manejo da área, com base em dados técnicos, oficinas participativas e consolidação das diretrizes de gestão.

Também está prevista a construção de um plano de proteção, em articulação com órgãos de fiscalização e parceiros estratégicos, bem como o apoio à estruturação básica para implementação das ações de proteção territorial.

Além da conservação da biodiversidade, a proposta abre oportunidades para o desenvolvimento de cadeias de valor sustentáveis e reguladas, especialmente relacionadas ao turismo de observação de fauna e à pesca esportiva, promovendo geração de renda compatível com a conservação dos recursos naturais.

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“Desde o início da nossa atuação na Amazônia, a WCS Brasil tem contribuído diretamente para a criação e consolidação de áreas protegidas estratégicas para o país.”

– Marcos Amend, diretor-executivo da WCS Brasil

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