O projeto tem como foco a criação de uma nova Unidade de Conservação Federal na região do rio Guaporé, em Rondônia. A iniciativa visa assegurar a conservação do mais importante sítio reprodutivo conhecido de Podocnemis expansa, a tartaruga-da-amazônia, considerada criticamente ameaçada pela IUCN. A espécie enfrenta forte pressão devido ao consumo de carne e ovos — sendo, depois dos peixes, o segundo grupo mais consumido na região amazônica.
As praias arenosas do rio Guaporé representam a maior área de nidificação (postura de ovos) conhecida da espécie no mundo, abrigando a maior população registrada. O rio Guaporé-Iténez compõe parte da fronteira entre Brasil e Bolívia, e as tartarugas utilizam bancos de areia em ambos os países para reprodução.
Enquanto o lado boliviano já conta com área protegida — cuja implementação teve apoio da WCS Bolívia —, a área localizada em território brasileiro ainda não possui proteção legal formal, apesar de esforços históricos de organizações locais e órgãos ambientais.
A criação da nova Unidade de Conservação é estratégica para garantir a sobrevivência não apenas desta espécie e de outras espécies endêmicas associadas ao ecossistema, como o pica-pau-anão-ferrugíneo, ariranhas, botos-cor-de-rosa etc.
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