Entre as principais ações está a análise de lacunas institucionais e técnicas, com o objetivo de subsidiar uma estratégia de capacitação e fortalecimento de autoridades governamentais responsáveis pela aplicação da Convenção.
A iniciativa também prevê o levantamento e a sistematização de informações científicas sobre a biologia, o status de conservação, o histórico de captura e o comércio das espécies prioritárias, incluindo a avaliação de sua inclusão na CITES. Paralelamente, será realizada uma análise dos padrões e volumes de comércio dessas espécies no Brasil — com atenção especial à região Sul e a hubs estratégicos como o porto de Itajaí e o aeroporto de Guarulhos — verificando conformidade legal, técnicas de pesca, rotulagem e controles de importação.
O projeto contempla ainda o desenvolvimento de mecanismos de monitoramento da aplicação das normas e protocolos da CITES, bem como a realização de treinamentos voltados a agentes de fiscalização ambiental, portuária, aeroportuária e aduaneira. Oficinas binacionais entre Brasil e Argentina integrarão academia, gestores públicos e órgãos de controle para avaliar espécies candidatas à CITES e fortalecer o apoio político à sua inclusão na CoP20.
Por fim, a iniciativa promoverá o diálogo governamental em nível regional e internacional sobre a implementação da CITES, articulando-se com parceiros comerciais estratégicos, como Uruguai e China, e com a Interpol, visando aprimorar a cooperação no combate ao comércio ilegal.
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