Atualmente, o estado do Amazonas é o mais conservado da região Norte – e de todo o país: mantém mais de 90% de sua cobertura preservada. Mas a expansão agropecuária que se aproxima pelo Pará, Mato Grosso e Rondônia continua empurrando uma 'fronteira de desmatamento' vinda do sul do Estado, exercendo cada vez mais pressão em municípios como Apuí, Lábrea e Boca do Acre, que figuram nas listas de maiores desmatamentos.
Além disso, essa região – do interflúvio dos rios Purus e Madeira – enfrenta ainda outro fator de pressão: a BR-319 e seu processo de reconstrução/repavimentação do 'trecho do meio', que se estende por 400 km entre as capitais Manaus e Porto Velho.
Nesse trajeto, ela corta várias áreas de proteção integral, reservas extrativistas e terras indígenas. Sem estratégias efetivas de conservação implementadas nessa área de influência, a rodovia servirá como um abre-alas para atividades ilegais de ocupação desordenada, devastação e grilagem.
É nesse contexto que a WCS Brasil busca fortalecer a governança territorial e ambiental dessa área de influência. A estratégia inclui a criação e a consolidação de mosaicos na região, conectando unidades de conservação, terras indígenas e reservas de uso sustentável.
A primeira fase do projeto focou no reconhecimento e fortalecimento do mosaico do Baixo Rio Madeira, celebrada em fevereiro de 2025, com a assinatura oficial das ministras Marina Silva e Sônia Guajajara. Esse marco foi resultado de um importante trabalho conduzido pela WCS junto a parceiros, organizaçlões locais e governamentais.
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