A estratégia no Brasil
No Brasil, uma das iniciativas prioritárias é o apoio à formulação do Plano Nacional de Combate ao Tráfico de Fauna Silvestre, conduzido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). A WCS foi convidada a integrar o grupo de organizações da sociedade civil que colabora na construção desse documento legal, que definirá as diretrizes técnicas e políticas para prevenção e repressão ao tráfico de fauna no país. Como parte desse processo, realizaremos oficinas virtuais de consulta com representantes do MMA, UNODC e outras organizações, para alinhar a estratégia e apresentar suas recomendações aos órgãos responsáveis.
Outra frente essencial é o fortalecimento institucional. Iremos conduzir um estudo para avaliar o contexto atual do tráfico de vida silvestre no Brasil, incluindo capacidades existentes e lacunas em programas de formação. Essa análise identificará os cargos estratégicos em órgãos públicos e áreas geográficas prioritárias, com o objetivo de subsidiar a criação de um programa de liderança e capacitação de longo prazo inspirado no modelo WCLI (Wildlife Crime Leadership Initiative).
Para promover a integração entre as agências de fiscalização, a WCS também apoiará logisticamente e tecnicamente a Operação IMPACTAS, liderada pela Polícia Federal. Em 2025, realizaremos um workshop para 30 representantes de instituições como IBAMA, Receita Federal, Abin, Polícia Rodoviária Federal, ICMBio e serviços alfandegários. A atividade incluirá palestras, discussões abertas e simulações de fiscalização em portos e aeroportos da Amazônia brasileira.
No campo da inteligência, a WCS elaborará relatórios detalhados sobre as cadeias de tráfico de espécies prioritárias em todo o país, analisando os fluxos, os atores envolvidos, os métodos utilizados e os pontos críticos de intervenção. Ao longo do projeto, pelo menos 15 produtos de informação serão produzidos para subsidiar a tomada de decisão de órgãos públicos.
Com essa estratégia abrangente, a WCS Brasil contribui para proteger a biodiversidade brasileira e fortalecer a capacidade do país de combater o tráfico de fauna silvestre de forma articulada, qualificada e regionalmente conectada.
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