Para atingir esses objetivos, o projeto foca em três estratégias interdependentes — conhecimento, políticas públicas e fortalecimento da rede — que se reforçam mutuamente.
1. Produção e integração de conhecimentos
A iniciativa fortalece a geração, síntese e disseminação de evidências sobre os sistemas socioecológicos de água doce da Amazônia, integrando saberes indígenas e locais, ciência participativa e ciência acadêmica. O projeto atualiza o marco conceitual para avaliar o estado desses sistemas em escala de bacia e amplia o monitoramento participativo de pescarias e recursos hídricos, incluindo variáveis como consumo doméstico de pescado. Também promove o monitoramento hidrológico e a disseminação de tecnologias sociais para acesso à água, especialmente em contextos de seca extrema.
2. Incidência em políticas e decisões
O projeto mobiliza ações coordenadas para informar políticas relacionadas à conservação de peixes migratórios, à integridade dos ecossistemas de água doce e aos direitos associados à água, alimentação e território. Um grupo de política define prioridades estratégicas e implementa um plano de ação alinhado à visão da rede, contribuindo para que evidências técnicas sejam incorporadas em políticas, programas e decisões em escala nacional e transnacional.
3. Fortalecimento da rede e das capacidades
A iniciativa consolida a rede como uma colaboração regional de longo prazo, com governança fortalecida e atuação baseada em conhecimento. São priorizados o desenvolvimento de capacidades temáticas, a gestão do conhecimento, o planejamento estratégico adaptativo e a sustentabilidade financeira. O projeto amplia a participação de povos indígenas e comunidades locais, promovendo diálogos de saberes e capacitações voltadas a lideranças, mulheres e jovens em diferentes países amazônicos.
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