Márcia Lederman, gerente de Conservação da WCS Brasil, fala sobre Sistema Nacional de Áreas Protegidas e Conservadas. Foto: Divulgação
A WCS Brasil participou do XII SAPIS e VII ELAPIS, realizado entre os dias 18 e 22 de maio, em Brasília, contribuindo com debates sobre áreas protegidas, territórios tradicionais, sociobiodiversidade, governança territorial, ciência intercultural e conservação na Amazônia.
Ao longo da programação, a organização esteve presente em mesas-redondas, sessões temáticas, rodas de conversa e eventos paralelos, reunindo equipe técnica, parceiros institucionais e representantes de diferentes áreas de atuação. As atividades abordaram temas estratégicos para a conservação no Brasil, como mosaicos de áreas protegidas, destinação de áreas públicas não destinadas na Amazônia, acordos de pesca, florestas de alta integridade, governança socioambiental e diálogo de saberes.
Entre os destaques da participação da WCS Brasil esteve a mesa-redonda Avanços e panorama latino-americano sobre as áreas conservadas – OMECs e sua contribuição para a Meta 3, que discutiu o papel das Outras Medidas Efetivas de Conservação baseadas em Área no fortalecimento de estratégias de conservação e no cumprimento das metas globais de proteção da biodiversidade. A atividade reuniu experiências e reflexões sobre o reconhecimento de áreas conservadas que, embora não estejam necessariamente enquadradas como unidades de conservação, contribuem de forma efetiva para a proteção da natureza, dos territórios e da sociobiodiversidade.
A presença da WCS Brasil nesse debate reforça a importância de ampliar o olhar sobre os diferentes arranjos de conservação existentes no país e na América Latina, valorizando iniciativas conduzidas por povos indígenas, comunidades tradicionais, organizações da sociedade civil, instituições públicas e outros atores que contribuem para a manutenção da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos.
Guilherme Soares (camisa verde) e Sannie Brum (camisa preta) durante sessão temática sobre Ciência Intercultural. Foto: Divulgação
A programação também contou com a participação da WCS Brasil na Sessão Temática Ciência Intercultural e Coprodução de Conhecimento em Territórios Indígenas e Tradicionais: experiências, tensões e desafios para a governança territorial, com a apresentação dos trabalhos Sujeitos Cosmológicos na Amazônia: perspectivas indígenas sobre a ecologia das florestas, de João Paulo Lima Barreto e Guilherme Soares, e Diálogo de saberes: dando voz aos pescadores à escala da bacia amazônica, de Sannie Brum, Mariana Varese e Charolana.
Em outra sessão, também foi apresentado o trabalho Cosmologia, conhecimento etnobotânico e governança territorial em comunidades indígenas do Alto Rio Içá, Amazônia Brasileira, de Arielson Rocha, Ana Luiza Melgaço e outros pesquisadores, conectando conhecimentos indígenas, uso e manejo de plantas, territorialidade e governança em comunidades do Alto Rio Içá.
A WCS Brasil também participou de discussões sobre resiliência das áreas protegidas da Amazônia, mosaicos de áreas protegidas no Brasil, governança socioambiental em áreas protegidas, acordos de pesca e financiamento para conservação de florestas de alta integridade, ampliando o diálogo com parceiros e instituições que atuam na proteção da biodiversidade e no fortalecimento da gestão territorial.
Rosa Lemos (camisa preta) durante entrega do prêmio Muriqui. Foto: Diuvlgação.
A programação foi marcada ainda pela homenagem à trajetória de Rosa Lemos, diretora do Funbio e presidente do Conselho da WCS Brasil, reconhecida com o Prêmio Muriqui, uma das principais distinções da conservação da biodiversidade no país.
A participação da WCS Brasil no XII SAPIS e VII ELAPIS reforça o compromisso institucional com a conservação baseada em ciência, o diálogo de saberes, a participação social e a valorização dos povos indígenas e comunidades tradicionais. A organização agradece à equipe técnica, parceiros e ao conselheiro André Baniwa, que representaram a WCS Brasil ao longo da programação.