Encontro em Santarém reúne instituições para acompanhar ações e indicadores do 2º ciclo do plano

A WCS Brasil participa, em Santarém (PA), da 1ª Oficina de Monitoria do 2º ciclo do Plano de Ação Nacional para Conservação dos Quelônios Amazônicos. O encontro reúne especialistas, instituições públicas, universidades e organizações da sociedade civil para avaliar o andamento das ações previstas no plano e fortalecer estratégias de conservação das espécies de quelônios na Amazônia.
A oficina teve início no dia 25 de maio, no auditório do Serviço Florestal Brasileiro, com uma programação aberta ao público. A WCS Brasil foi representada por Camila Ferrara, coordenadora do Programa de Conservação de Quelônios, que participou damesa de abertura e da mesa-redonda sobre impactos ambientais, ações de mitigação e áreas prioritárias de conservação das espécies-alvo e beneficiadas pelo PAN.
Nos dias subsequentes, a programação segue com atividades técnicas voltadas à análise da matriz de monitoria anual, avaliação de metas e indicadores, encaminhamentos e propostas relacionadas à implementação do PAN. O cronograma também prevê discussões sobre manejo, monitoramento e ações prioritárias para os próximos anos.
O PAN Quelônios Amazônicos é coordenado pelo Ibama e busca integrar comunidades locais, sociedade civil, poder público e academia para reduzir ameaças, promover a recuperação das populações e fortalecer a conservação dos quelônios amazônicos e de seus ecossistemas. O 2º ciclo tem como espécies-alvo a tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), o tracajá (Podocnemis unifilis), o pitiú ou iaçá (Podocnemis sextuberculata) e a irapuca (Podocnemis erythrocephala).
Camila Ferrara integra o Grupo de Assessoramento Técnico (GAT) do PAN, representando a WCS Brasil, e atua como coordenadora executiva do PAN. O GAT acompanha a implementação do plano, contribui para a avaliação das ações e apoia a organização das informações que orientam os próximos passos da estratégia.
“Quando criamos um ciclo do PAN, estabelecemos objetivos que precisam ser desenvolvidos ao longo dos anos, com ações, indicadores e metas. Anualmente, o Grupo de Assessoramento Técnico se reúne para entender como está o desenvolvimento dessas ações, avaliar os indicadores e consolidar informações que são apresentadas ao Ibama”, explica Camila.
Os ciclos no PAN Quelônios
O primeiro ciclo do PAN (2020-2025) fortaleceu estratégias de conservação e manejo, ampliou a participação de comunidades e instituições nos processos de decisão e atingiu 77% das ações previstas. O novo ciclo dá continuidade a esses esforços, com atenção especial às pressões que ainda ameaçam os quelônios amazônicos, como a coleta ilegal de ovos, a captura de fêmeas adultas, a degradação de habitats e os impactos sobre áreas de reprodução.
Para a WCS Brasil, a participação na oficina reforça o compromisso da organização com a conservação de quelônios amazônicos, especialmente por meio de pesquisa, monitoramento, manejo conservacionista, proteção de áreas de nidificação e apoio a iniciativas de base comunitária.
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