Novos Territórios Protegidos no Interflúvio Purus–Madeira

Janeiro de 2026 a Dezembro de 2026

O projeto busca apoiar o reconhecimento de uma Terra Indígena em florestas públicas não destinadas do interflúvio Purus–Madeira, fortalecendo a conservação da vida silvestre, os direitos indígenas e a proteção florestal em uma região que enfrenta rápida transformação. 

O interflúvio Purus–Madeira é uma região com vastas extensões de florestas públicas não destinadas, que abrigam espécies raras e endêmicas — incluindo primatas, aves, anfíbios e plantas que não existem em nenhum outro lugar. Além disso, são áreas altamente vulneráveis à medida em que avança o processo de repavimentação da rodovia BR-319. Apenas a perspectiva de melhoria no acesso já tem alimentado grilagem de terras, desmatamento especulativo e crime ambiental organizado.

Esta proposta concentra-se em apoiar o reconhecimento inicial de uma reserva indígena prioritária, um primeiro passo decisivo rumo à demarcação definitiva. O reconhecimento da reserva oferece proteção imediata contra a grilagem de terras e acelera a proteção federal.

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1. Diagnóstico Territorial e Documentação Relevante para a Vida Silvestre
Será realizado um diagnóstico territorial que reúna evidências socioambientais de ocupação tradicional e vínculo cultural com o território, integrando dados ecológicos e de vida silvestre, com destaque para espécies raras, endêmicas e ameaçadas protegidas por esse bloco florestal. Essas informações serão consolidadas em um dossiê técnico que combine análises fundiárias, de biodiversidade e de ameaças, com o objetivo de subsidiar os processos federais de reconhecimento.

2. Engajamento Comunitário e Processos de Consulta
O projeto apoiará reuniões com lideranças indígenas, mulheres, jovens e anciãos para validar limites territoriais e paisagens culturais, além de promover a compreensão clara sobre direitos, responsabilidades e implicações de longo prazo associadas ao reconhecimento da reserva.

3. Apoio à Incidência e aos Procedimentos Institucionais
Será oferecido apoio técnico, jurídico, ecológico e cartográfico à APIAM e à COIAB para fortalecer as articulações com a FUNAI, o Ministério dos Povos Indígenas e o MMA, incluindo a preparação e submissão dos materiais necessários ao reconhecimento inicial da reserva, em alinhamento com os esforços nacionais de mitigação dos impactos da BR-319.

4. Fortalecimento da Proteção Territorial Inicial e da Governança
A iniciativa promoverá a articulação entre as comunidades e a estrutura de governança do Mosaico do Baixo Rio Madeira, além de apoiar ações de monitoramento territorial conduzidas pelas próprias comunidades em áreas sob risco de invasão.

5. Comunicação e Incidência Baseada em Evidências
Serão desenvolvidos mapas, notas técnicas e materiais estratégicos voltados a tomadores de decisão, evidenciando a relevância excepcional da região para a conservação da biodiversidade e destacando a efetividade da gestão indígena na manutenção da integridade florestal.

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“No caso específico da rodovia BR-319, diversas previsões científicas já alertaram sobre os potenciais impactos ambientais que deve causar no Interflúvio Madeira–Purus. Modelagens espaciais indicam que a reconstrução e pavimentação da rodovia podem desencadear um novo arco de desmatamento na Amazônia central, conectando áreas historicamente preservadas às frentes de expansão agropecuária do sul da Amazônia.”

– Fearnside & Graça, 2006

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