Os queixadas são espécies-chave para o funcionamento dos ecossistemas tropicais, atuando como importantes dispersores de sementes e engenheiros ecológicos, ao modificar a estrutura da vegetação e influenciar a dinâmica das florestas. Altamente sociais e com grande capacidade de deslocamento, dependem de extensas áreas contínuas e conectadas para sobreviver, sendo considerados indicadores da integridade ambiental.
Atualmente, suas populações enfrentam ameaças significativas, como a perda e fragmentação de habitat, a caça e eventos extremos — como secas severas e incêndios — que podem impactar drasticamente grupos inteiros. Essas pressões tornam a espécie especialmente vulnerável em paisagens fragmentadas ou sob forte influência humana.
Embora a WCS Brasil não desenvolva atualmente projetos específicos voltados à espécie, a organização possui uma trajetória relevante na produção de conhecimento e na implementação de estratégias de conservação de queixadas, especialmente no Pantanal e no Cerrado. Essas iniciativas incluíram pesquisas sobre ecologia e genética populacional, que evidenciaram a importância da conectividade entre áreas para garantir o fluxo gênico e a viabilidade das populações.
As ações também integraram abordagens inovadoras de engajamento comunitário, combinando conservação com práticas produtivas sustentáveis, educação ambiental e fortalecimento de capacidades locais. Esse legado contribui para orientar estratégias atuais de conservação em larga escala, especialmente para espécies que, como os queixadas, dependem de paisagens amplas e conectadas para persistir.