Um dos maiores peixes de água doce do mundo, o pirarucu (Arapaima gigas) é essencial para a segurança alimentar, a renda e a cultura de muitas comunidades amazônicas. A espécie enfrenta ameaças como a pesca predatória e a degradação de habitats reprodutivos, o que torna indispensáveis estratégias de manejo baseadas em conhecimento local, monitoramento e governança comunitária.
A atuação da WCS Brasil apoia o manejo sustentável, o monitoramento participativo e o fortalecimento de cadeias produtivas comunitárias, promovendo a conservação aliada à geração de renda. Em contextos específicos, esse trabalho também inclui apoio técnico a processos de contagem da espécie e revisão de acordos de pesca, como ocorreu na bacia do rio Içá, onde pescadores indígenas foram capacitados para realizar censos em lagos das Terras Indígenas Betânia e Matintin, contribuindo para atualizar regras de manejo e subsidiar a definição de cotas de captura mais precisas.
Essas iniciativas reforçam a importância do protagonismo comunitário na gestão pesqueira e mostram como a conservação do pirarucu pode caminhar junto com o fortalecimento dos meios de vida locais e da sustentabilidade dos recursos aquáticos amazônicos.