Espécies fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos e costeiros, mas fortemente pressionadas pela pesca, pelo tráfico e pela falta de monitoramento. No Brasil, esse cenário é especialmente preocupante: além de o país figurar como um importante mercado para carne de tubarão, o comércio ilegal de barbatanas segue impulsionado por cadeias internacionais.
A atuação da WCS Brasil foca na capacitação de órgãos de fiscalização, no ordenamento pesqueiro e no fortalecimento da implementação da CITES, com apoio a ferramentas de identificação, monitoramento e controle em portos, aeroportos e outros pontos estratégicos. Em articulação com a WCS Argentina e parceiros governamentais, a organização também contribui para análises técnicas, oficinas binacionais e incidência regional voltadas à ampliação da proteção internacional dessas espécies.
Esse esforço dialoga com avanços recentes na CoP20 da CITES, que aprovou novas medidas para tubarões e raias, incluindo espécies de ocorrência no Brasil, reforçando instrumentos para frear a sobre-exploração e apoiar a recuperação de populações ameaçadas.