A onça-pintada é uma das espécies mais emblemáticas das Américas e desempenha papel central na manutenção dos ecossistemas como predador de topo. Presente historicamente desde o sul dos Estados Unidos até a Argentina, hoje suas populações estão concentradas principalmente na Amazônia, que abriga o maior contínuo de habitat e a maior população da espécie no mundo. Ao regular a abundância e o comportamento de diversas espécies — de mamíferos terrestres a presas aquáticas — a onça contribui diretamente para o equilíbrio ecológico e a saúde das paisagens.
Além de sua importância ecológica, a onça mantém uma relação profunda com as sociedades humanas, sendo símbolo cultural, espiritual e histórico em diversas regiões. Ao mesmo tempo, essa proximidade também gera conflitos, especialmente em áreas de expansão agropecuária, onde a espécie é frequentemente perseguida. A perda e fragmentação de habitat, a redução de suas presas naturais e os conflitos com humanos figuram entre as principais ameaças à sua conservação.
Por demandar grandes extensões de território e alta conectividade entre habitats, a onça é considerada uma “espécie da paisagem”, funcionando como indicador da integridade ambiental. Sua conservação exige estratégias em larga escala, que integrem proteção de habitats, conectividade ecológica e coexistência com populações humanas.
A atuação da WCS Brasil concentra-se na Amazônia e no Pantanal, com foco no monitoramento populacional, na mitigação de conflitos entre humanos e fauna, no fortalecimento de corredores ecológicos e na promoção de soluções sustentáveis, como o turismo de natureza. Ao proteger a onça-pintada, a WCS contribui para a conservação de ecossistemas inteiros e das espécies que deles dependem.